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Chapter 35 – Let’s Say Goodbye

  Souta olhou em volta, preocupado.

  — Onde está a princesa?

  Pikonota franziu a testa.

  — H?? Entramos juntos pelo seu passo sombrio…

  Souta chamou Creamy.

  — Creamy, onde está Meliora?

  Creamy emergiu do vazio.

  — Ela deixou seu rastro de sombra.

  — Por que você n?o me contou?! — Souta explodiu.

  — Achei que você tivesse percebido… — Creamy se justificou.

  Souta cerrou os dentes.

  — Para onde ela foi?

  — Lady Meliora está indo para o funeral de seu pai, em Nectar City. Ela deve querer se despedir. Você ainda pode encontrá-la…

  — N?o. — Souta o interrompeu, firme. — N?o, deixe-a em paz.

  Pikonota, empolgada, pulou para abra?á-lo.

  — Finalmente, só nós dois!

  Souta segurou-a pelas costas com um dedo e a empurrou contra a parede, sem interromper o passo.

  — Silêncio.

  **Cidade do Néctar…**

  Conhecida por suas cerim?nias:

  - Batismos no mel.

  - Casamentos.

  - Funerais.

  Ali, o mel brotava da terra como rios de ouro.

  As árvores choravam néctar que se cristalizava em pedras brilhantes.

  O ar era doce.

  O aroma do mel dominava tudo.

  Um lugar sagrado para os Beeatianos.

  O corpo do rei havia sido cristalizado em mel.

  Um monumento dourado que refletia a luz do sol.

  A cerim?nia já havia come?ado quando Meliora chegou, encapuzada, escondida em meio à multid?o.

  As três famílias reais estavam presentes:

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  - **Wolfaria**

  - **Honoria**

  - **Detroria**

  Eles chamaram esse encontro de **“Os Três RIAs”.**

  Melisara, a terceira princesa, estava como sempre:

  fria,

  distante,

  quase indiferente.

  Mas ela consolou Stingara, que chorava em seu colo.

  A rainha, imponente, sentou-se em seu trono.

  Meliora observava.

  Seus olhos brilhavam.

  A dor era evidente.

  Lágrimas quase caíram.

  **Flashback.**

  Meliora, com onze anos, estudava escrituras antigas.

  O Rei entrou na sala.

  — Estudando de novo? Por que você n?o vai brincar com Melisara, minha querida?

  — Preciso estudar para me tornar rainha de Beeatrix.

  O Rei sorriu.

  — Mas sua m?e já escolheu Stingara para isso.

  Meliora franziu a testa.

  — O reino entrará em colapso sob o domínio de Stingara. Você viu como ela trata os homens? Preciso provar que sou a melhor escolha.

  O Rei riu, pousando sua m?o quente na cabe?a dela.

  — Meliora, você sabe por que sua m?e se casou comigo?

  — Sim! Porque sua m?e foi rainha de Antunis antes de sua tia Valquirine assumir o poder. Isso evitou guerras e trouxe paz.

  — Correto… mas tem mais.

  O verdadeiro motivo era minha habilidade com a **Espada Anuladora**.

  Eu n?o tenho mana, mas domino a lamina. Sua m?e queria uma filha com esse talento. Essa era Melisara.

  Meliora piscou, confusa.

  O rei olhou para ela com os olhos semicerrados.

  — A quest?o é: sua m?e n?o é uma boa pessoa. às vezes ela me assusta. Mas ela faz tudo pelo reino.

  — Até o Stingara vai amadurecer um dia. Você ainda é só uma crian?a... ainda faz xixi na cama.

  — Pai! — gritou a menina, corando.

  **De volta ao presente.**

  A rainha abriu um frasco.

  Abelhas saíram voando, espalhando-se pelo sal?o.

  Era o ritual.

  As abelhas guiariam a alma do falecido para a paz eterna.

  Meliora, escondida na multid?o, sussurrou em pensamento:

  **Adeus, meu amado pai.**

  E desapareceu entre o povo.

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