Souta olhou em volta, preocupado.
— Onde está a princesa?
Pikonota franziu a testa.
— H?? Entramos juntos pelo seu passo sombrio…
Souta chamou Creamy.
— Creamy, onde está Meliora?
Creamy emergiu do vazio.
— Ela deixou seu rastro de sombra.
— Por que você n?o me contou?! — Souta explodiu.
— Achei que você tivesse percebido… — Creamy se justificou.
Souta cerrou os dentes.
— Para onde ela foi?
— Lady Meliora está indo para o funeral de seu pai, em Nectar City. Ela deve querer se despedir. Você ainda pode encontrá-la…
— N?o. — Souta o interrompeu, firme. — N?o, deixe-a em paz.
Pikonota, empolgada, pulou para abra?á-lo.
— Finalmente, só nós dois!
Souta segurou-a pelas costas com um dedo e a empurrou contra a parede, sem interromper o passo.
— Silêncio.
**Cidade do Néctar…**
Conhecida por suas cerim?nias:
- Batismos no mel.
- Casamentos.
- Funerais.
Ali, o mel brotava da terra como rios de ouro.
As árvores choravam néctar que se cristalizava em pedras brilhantes.
O ar era doce.
O aroma do mel dominava tudo.
Um lugar sagrado para os Beeatianos.
O corpo do rei havia sido cristalizado em mel.
Um monumento dourado que refletia a luz do sol.
A cerim?nia já havia come?ado quando Meliora chegou, encapuzada, escondida em meio à multid?o.
As três famílias reais estavam presentes:
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- **Wolfaria**
- **Honoria**
- **Detroria**
Eles chamaram esse encontro de **“Os Três RIAs”.**
Melisara, a terceira princesa, estava como sempre:
fria,
distante,
quase indiferente.
Mas ela consolou Stingara, que chorava em seu colo.
A rainha, imponente, sentou-se em seu trono.
Meliora observava.
Seus olhos brilhavam.
A dor era evidente.
Lágrimas quase caíram.
**Flashback.**
Meliora, com onze anos, estudava escrituras antigas.
O Rei entrou na sala.
— Estudando de novo? Por que você n?o vai brincar com Melisara, minha querida?
— Preciso estudar para me tornar rainha de Beeatrix.
O Rei sorriu.
— Mas sua m?e já escolheu Stingara para isso.
Meliora franziu a testa.
— O reino entrará em colapso sob o domínio de Stingara. Você viu como ela trata os homens? Preciso provar que sou a melhor escolha.
O Rei riu, pousando sua m?o quente na cabe?a dela.
— Meliora, você sabe por que sua m?e se casou comigo?
— Sim! Porque sua m?e foi rainha de Antunis antes de sua tia Valquirine assumir o poder. Isso evitou guerras e trouxe paz.
— Correto… mas tem mais.
O verdadeiro motivo era minha habilidade com a **Espada Anuladora**.
Eu n?o tenho mana, mas domino a lamina. Sua m?e queria uma filha com esse talento. Essa era Melisara.
Meliora piscou, confusa.
O rei olhou para ela com os olhos semicerrados.
— A quest?o é: sua m?e n?o é uma boa pessoa. às vezes ela me assusta. Mas ela faz tudo pelo reino.
— Até o Stingara vai amadurecer um dia. Você ainda é só uma crian?a... ainda faz xixi na cama.
— Pai! — gritou a menina, corando.
**De volta ao presente.**
A rainha abriu um frasco.
Abelhas saíram voando, espalhando-se pelo sal?o.
Era o ritual.
As abelhas guiariam a alma do falecido para a paz eterna.
Meliora, escondida na multid?o, sussurrou em pensamento:
**Adeus, meu amado pai.**
E desapareceu entre o povo.

