2a Temporada – Capítulo 41: Armadilha Elemental
O vento uivava pelas montanhas congeladas ao sul da Fortaleza Krizardiana.
A neve flutuava pelo céu noturno como cinzas de um incêndio invisível. Escondida entre rochas negras e afiadas, uma pequena espa?onave tocou o solo em silêncio.
A escotilha se abriu.
Leon saiu lentamente, sua capa esvoa?ando atrás dele. Seus olhos examinaram o horizonte com aten??o. O ar parecia pesado... quase sufocante.
Ao longe, a fortaleza Krizardiana erguia-se como um império sombrio esculpido no próprio planeta. Estruturas imponentes brilhavam em vermelho, e sentinelas mecanicas marchavam ao longo das muralhas com movimentos precisos.
Leon caminhou até a beira de um penhasco e olhou para baixo.
Este lugar…
N?o parece estar morto.
Ele estreitou os olhos.
As próprias pedras carregam o cheiro de sangue.
Mas hoje... n?o estou aqui por mim.
Bem além dele, escondida entre árvores queimadas e sombras, outra figura encapuzada observava a mesma fortaleza.
Lee.
Seus olhos brilhantes reluziam sob o capuz, repletos de raiva... e de algo mais profundo — um propósito.
Ele sussurrou baixinho para a noite.
“Krizardianos… Cada base que eu destruo me aproxima do meu trono.”
Seu aperto se intensificou.
“Esta fortaleza será a próxima.”
Dentro da Fortaleza Krizardiana
Nas profundezas da terra, uma vasta camara cerimonial ardia em chamas azuis. As paredes estavam gravadas com antigas marcas de guerra, e o ar pulsava com um eco rítmico constante.
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No centro estava áris.
Alto. Imponente. Indiferente ao medo.
Ao seu redor estavam seus filhos — guerreiros vestidos com armaduras radiantes, cada um personificando um dos elementos. Formavam um círculo perfeito em torno do pai, como se participassem de um antigo ritual.
áris falou, com a voz calma, mas categórica.
“Lee se considera o ca?ador…”
Ele ergueu a cabe?a lentamente.
“Mas esta noite, ele se torna a presa.”
A camara ficou em silêncio.
“Meus filhos… o destino do nosso reino está em suas m?os. Nenhum general o derrotou. Mas vocês… vocês s?o os próprios elementos. Fogo, água, terra, vento e relampago.”
Seus olhos brilhavam.
“Juntos, n?o há escapatória.”
Um a um, eles avan?aram.
íris, chamas dan?ando sobre sua armadura:
“Ent?o ele sentirá o nosso fogo.”
Sol deu um sorriso frio e ir?nico:
“Queimar é fazer justi?a para aqueles que desafiam áris.”
águs, calmo como água parada:
“Vou afogá-lo em ilus?es até que ele n?o consiga mais enxergar a realidade.”
Ter falou com profunda certeza:
“A terra sepultará sua arrogancia.”
Terrisa acrescentou:
“O peso da terra o esmagará.”
Terei cerrou o punho:
“Nenhum passo que ele der será livre. Cada pedra será sua pris?o.”
Vitor deu um leve sorriso:
“Serei o vento que lhe rouba o caminho.”
A armadura de Roco soltou faíscas de eletricidade:
“E o próprio céu acabará com a sua liberdade.”
áris voltou-se para o mapa holográfico projetado no ar.
Rotas… vias de fuga… todas as possibilidades sinalizadas.
Todas as saídas estavam cercadas.
“Esta noite”, declarou ele,
“N?o haverá batalha.”
Apenas capturar.
A camera do destino já come?ara a se fechar em torno de Lee.
E nem Leon... nem Lee... perceberam ainda que tinham caído diretamente numa armadilha.

