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Assim que o barulho misterioso se espalha pelo território, Samuel e o Alfa imediatamente se viram para a entrada da alcatéia, apenas para serem surpreendidos pela chegada de um lobo ofegante.
— Alfa! Senhor! — o lobo arfava, a voz entrecortada pelo cansa?o e o medo estampado em seu olhar.
O Alfa se aproxima, os olhos firmes e atentos.
— O que houve? Por que tanta pressa? — questiona o Alfa, com uma autoridade calma, mas inflexível.
O lobo tenta falar, ainda lutando para recuperar o f?lego.
— Os... ca?adores... — ele diz, trope?ando nas palavras. — Eles nos encontraram! Est?o avan?ando pela floresta... destruindo tudo!
O rosto do Alfa se enrijece, o queixo apertado em uma express?o tensa. Ele sabia que os ca?adores estavam mais perto do que deveriam, mas n?o imaginava que estariam atacando com tanta ousadia.
— Eu sabia que eles estavam tramando algo — murmura o Alfa, com uma intensidade sombria. Em seguida, se vira para o lobo mensageiro. — Vá! Avise ao Alfa Klein e ordene que os lobos procurem abrigo imediatamente. Eu cuidarei dos nosso guerreiros e da defesa na entrada. N?o podemos deixá-los avan?ar até o cora??o de nosso território.
O lobo assente e corre na dire??o de Klein, enquanto o Alfa se volta para Samuel com uma express?o grave.
— Samuel, leve Alex e os outros para um lugar seguro agora. Eu cuidarei dos ca?adores. Rápido!
Samuel mal tem tempo de responder antes que o Alfa use sua magia e desapare?a na dire??o da batalha. Sem pensar duas vezes, ele se apressa em busca de Alex.
Ao chegar à toca da mentora de Alex, Samuel encontra o filhote junto com ela, ambos envolvidos em uma conversa tranquila. Ao notar a presen?a agitada de Samuel, Alex corre até ele, confuso.
— Pai? O que está acontecendo? — pergunta Alex, com os olhos cheios de preocupa??o.
— Precisamos ir para um lugar seguro, agora — diz Samuel, tentando esconder a próprio preocupa??o. Ele sabia que Alex entenderia a urgência, mas n?o queria assustá-lo mais do que o necessário.
A mentora de Alex se aproxima, parecendo igualmente alarmada.
— Mas por que? O que está acontecendo? — ela questiona, tentando manter a calma.
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— S?o os ca?adores. Eles nos encontraram — responde Samuel com firmeza, encarando a mentora.
Os olhos dela se arregalam, mas, com um aceno decidido, ela logo reúne seus aprendizes e os conduz rapidamente em dire??o ao jardim. Antes de partir, ela faz uma breve reverência a Samuel.
— Obrigada por nos avisar. Que a Deusa Lua proteja a todos nós.
Samuel n?o perde tempo. Ele pega Alex nos bra?os, e juntos, correm para fora da toca. No caminho, ele vê lobos de todas as idades correndo em busca de abrigo, muitos indo na dire??o do jardim, o local mais seguro. Samuel percebe o quanto Alex está assustado; o pequeno corpo treme em seus bra?os, e ele sente o medo do filhote. Lembran?as de seu passado vêm à tona, e por um momento ele quase é consumido pela mesma impotência que sentiu antes. Mas uma faísca de determina??o reacende em seu cora??o.
— Eu n?o vou deixar que aconte?a de novo — Samuel murmura, com os olhos firmes.
Chegando à toca de Kuwabara, ele bate na entrada e rapidamente é recebido pelo lobo, que o observa com uma express?o preocupada.
— Samuel? O que está acontecendo? Por que todos est?o correndo assim?
— Os ca?adores nos acharam. Eles est?o avan?ando. Precisamos proteger o Alex e os outros.
A express?o de Kuwabara se torna séria.
— Isso é impossível. Como eles descobriram nosso esconderijo?
— Eu n?o sei — diz Samuel. — Mas eles est?o vindo, e n?o há tempo para tentar entender. Vocês precisam se proteger.
Kuwabara assente, conduzindo Samuel e Alex para dentro. Ele rapidamente explica a situa??o a Lumaris, que ouve atenta, as orelhas caídas em um sinal de preocupa??o.
— Os ca?adores... novamente... — ela murmura, e um tremor sutil passa por seu corpo. Ela olha para Alex, que está assustado, e imediatamente se aproxima dele com seu filhote, envolvendo-os em um abra?o protetor com seu próprio pelo. — N?o se preocupe, Alex. Estamos todos aqui.
Porém, ao notar a tristeza nos olhos de Alex e o quanto ele está tremendo, Samuel sente a onda do passado retornar, trazendo a sensa??o amarga de perda e medo. Ele pensa em tudo o que passou até agora e percebe que sua própria história está se repetindo. A dor da lembran?a de seu irm?o perdido o atinge, mas ao mesmo tempo o desperta para a realidade.
"N?o desta vez. N?o vou falhar de novo. Eles n?o v?o tirar mais ninguém de mim", pensa Samuel, sentindo uma energia familiar e poderosa crescer dentro dele, uma chama que ele n?o sabia que ainda ardia com tanta for?a.
Seus pensamentos s?o interrompidos pela voz suave de Alex.
— Eu... eu estou com medo, pai... — diz o filhote, a voz quase um sussurro.
Samuel fecha os olhos por um momento, inalando profundamente, e ent?o responde, a voz firme e cheia de seguran?a.
— Eu estou aqui, Alex. Eu n?o vou deixar nada acontecer com você.
Ele se levanta com determina??o e se dirige a Kuwabara e Lumaris.
— N?o saiam daqui. Eu prometo que vou voltar. — ele diz, sentindo a responsabilidade pesar, mas também refor?ar sua coragem.
Lumaris o observa com surpresa.
— Mas... Samuel, para onde você vai?
Samuel encara eles, com um olhar firme e um brilho de determina??o que parecia quase celestial. "N?o vou falhar com vocês de novo..." Samuel pensa, antes de sair rapidamente da toca, deixando a promessa de retorno pairando no ar.
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