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Depois de algum tempo, Alex come?ou a abrir os olhos lentamente, ainda parecendo desnorteado. Ele piscou algumas vezes para ajustar a vis?o, notando o brilho suave do ambiente ao seu redor. Viu Samuel sentado, descansando contra uma pedra, observando o horizonte. Sem hesitar, o pequeno lobo se aproximou, suas patas fazendo pouco barulho contra o ch?o. Samuel percebeu sua presen?a imediatamente.
— Bom dia, lobinho. Dormiu bem? — perguntou Samuel, com um sorriso acolhedor.
Alex hesitou antes de responder, seus olhos brilhando com algo que parecia ser preocupa??o.
— Bom dia, pai... N?o.
Samuel inclinou a cabe?a, intrigado. — Por que n?o, Alex?
— Eu fiquei pensando no que você me disse ontem à noite... — Alex come?ou, sua voz soando quase como um sussurro. — às vezes, eu fico com medo quando você se arrisca ou se machuca. Eu sei que você faz tudo isso por mim e pelos outros lobos, pai, mas isso é muito perigoso...
Samuel suspirou, compreendendo a angústia de seu filhote. Ele pousou uma m?o gentil no topo da cabe?a de Alex, acariciando seu pelo macio.
— N?o quero que você perca o sono por minha causa, lobinho. Eu me arrisco porque sei que, fazendo coisas boas, isso trará uma vida melhor para você e para todos que vivem aqui.
Alex olhou para ele, ainda tentando processar suas palavras. Samuel percebe isso e diz:
— Fazer coisas boas pode nos trazer lembran?as eternas e memoráveis.
— Como assim, pai?
Samuel ajeitou-se para ficar de frente para Alex, seus olhos refletindo a luz suave do amanhecer.
— Vou te explicar melhor, filhote. Para mim, cada momento em que você sorri ou se diverte é uma lembran?a preciosa. Essas lembran?as me d?o mais motivos para continuar em frente e fazer o bem. Elas s?o como pequenos tesouros que guardo no cora??o.
Alex piscou, impressionado. — Lembran?as s?o t?o especiais assim?
— Mas é claro que s?o, meu pequeno. — Samuel respondeu com convic??o. — Lembran?as s?o como histórias vivas que nos contam sobre um momento, um lugar, ou até mesmo uma vida inteira. Elas s?o eternas e simbolizam a esperan?a, porque nos lembram das coisas que o mundo tentou esquecer.
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Alex inclinou a cabe?a, curioso. — Como o senhor sabe de todas essas coisas, pai?
Samuel deu uma leve risada, suave e reconfortante. — Ah, s?o as pequenas e simples coisas, Alex. Elas nos trazem a esperan?a e a felicidade que todos nós precisamos para seguir em frente.
Alex ficou pensativo, absorvendo cada palavra como se estivesse tentando montar um quebra-cabe?a. Embora tudo parecesse confuso no início, as palavras de Samuel come?aram a fazer sentido pouco a pouco. Ele ergueu o olhar, cheio de admira??o.
— Você é meu herói, pai.
Samuel sorriu, aquele sorriso que só os que carregam um amor verdadeiro podem oferecer. — E você, meu lobinho, é minha esperan?a.
O tempo passou rapidamente enquanto os dois compartilhavam histórias e momentos de cumplicidade. Samuel contava algumas histórias do passado, entrela?ando li??es importantes em suas narrativas. Alex escutava atentamente, seus olhos brilhando de entusiasmo.
N?o demorou muito até que o Alfa chegasse, sua presen?a marcante enchendo o ambiente.
— Samuel? — chamou ele.
— é sobre a rainha? — Samuel perguntou, levantando-se calmamente.
— Isso mesmo. Ela está a caminho e chegará em breve. Melhor irmos logo; n?o podemos deixá-la esperando.
Samuel ergueu uma sobrancelha, desconfiado. — Ela pode esperar. N?o vou deixar o Alex sozinho, especialmente porque Lumaris também participará da reuni?o. Vou deixá-lo com Anne e o Sam.
O Alfa balan?ou a cabe?a em aprova??o. — ótimo. Pegue suas coisas e vá logo. Ouvi dizer que a rainha n?o ficou nada feliz quando soube do espi?o. Ficarei aqui esperando por você, Samuel.
Samuel se agachou na frente de Alex. — Tudo bem para você ficar com a Anne agora de manh?, lobinho?
Alex sorriu. — Claro que sim, pai. Pode ficar tranquilo.
Samuel ent?o levou Alex até a toca de Anne. Ao chegarem, foram recebidos pela loba de pelagem cinzenta e olhos calorosos.
— Alex! Que surpresa! Você vai ficar comigo agora de manh??
Samuel respondeu, intrigado. — Como você sabia que estávamos vindo?
Anne riu suavemente. — Lumaris me pediu para cuidar do Alex caso você precisasse. Ela me contou sobre a chegada da rainha.
Samuel suspirou, aliviado. — é sério? Agrade?o por isso. Voltarei o mais rápido possível.
Anne balan?ou a cabe?a. — N?o se preocupe, é uma honra cuidar de um dos meus aprendizes.
Samuel se despediu de ambos, alisando suavemente a cabe?a de Alex antes de partir. Voltou para a toca onde o Alfa o aguardava.
— Pronto? — perguntou o Alfa.
Samuel confirmou com um aceno.
Assim, os dois seguiram juntos o caminho até o local onde seria realizada a reuni?o com a rainha, ambos cientes da seriedade do momento que se aproximava.
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