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Luz

  Logo após tudo isso, Arthur come?ava a gritar no colo de sua m?e na minha dire??o.

  —O que foi, Arthur?

  Ele continuava berrando, sua m?e andou até mim com ele e se agachou, ele rapidamente desceu ao ch?o e engatinhou para mais próximo de mim, quando chegou a minha frente, uma surpresa inesperada:

  Ele se levantou pela primeira vez, e me fez um olhar forte e determinado...

  Depois ouvi os gritos de surpresa de seus pais e as pessoas ao redor, me frustrei obviamente, o que eu treinei tanto para fazer, ele fez como se fosse nada... O talento sempre me amaldi?oando, ali tinha... Mais um prodígio.

  E veio Zoe, rapidamente na nossa dire??o e parou ao lado, parecia que estávamos formando uma alian?a silenciosa, prometendo poder e evolu??o, mesmo para crian?as, a era Dourada estava nos esperando... O que será que nos aguarda?

  Depois de tudo aquilo, os olhares dos adultos mudaram, éramos vistos com sorrisos orgulhosos, expectativas altas e curiosidade vindo deles, Arthur se desenvolveu ali mesmo, eu aumentei meu poder, e Zoe parecia estar aprendendo algo naquele momento...

  Após esse clima determinado, tudo voltou ao normal, fui recebido bem pela minha família, enquanto os outros partiam dali. A lua ergueu-se rapidamente, e fomos para nosso descanso merecido depois de tudo, de madrugada eu desperto com alguém me olhando, mesmo treinando meus reflexos e sentidos, n?o pude perceber quem estava ali.

  —Bom dia, Meu neto!

  Falou meu av?, parado ao lado de minha cama —Hora do treino, vamos— disse depois de me puxar para fora e me arrastar para o quintal, por que tinha que ser de madrugada? Eu merecia um momento de paz pelo menos uma vez!

  Chegamos no breu da noite, a lua reclinada no céu, sinalizando que breve iria amanhecer, quando olhei para meu av?, só pude ver sua silhueta, ele se virou rapidamente na minha dire??o com uma katana de madeira, e me atacou, voei pra longe batendo no muro, e veio ele pra cima de mim com tudo novamente, desviei desesperado e gesticulei perguntando o que estava acontecendo, e ele n?o parava, até que me disse:

  —Você aprendeu a lutar, ent?o vamos lutar até conseguir acertar um golpe em mim, se n?o conseguir... Vai ficar gravemente machucado.

  Me desesperei e me perguntava do porque daquilo. Porém meu objetivo era claro, droga, como eu vou acertar um golpe em um ex-shogun? Acertar meu pai era uma coisa, mas ele?!

  Eu corria no escuro como se tentasse me esconder da própria morte, seus movimentos eram velozes e fortes, ent?o corri na sua dire??o e me impulsionava para correr com as m?os sempre antes de cair, pensei em atrair meu av? como fiz com meu pai, quando cai e me levantei, ele apareceu atrás de mim, ent?o tentei a mesma estratégia, mas minha desilus?o veio logo:

  —Eu n?o sou seu pai...

  Essas palavras vieram acompanhadas de um chute poderoso, voei e antes de acertar a parede novamente, apareceu ele atrás de mim em uma velocidade surpreendente, me chutando para o lado contrário. Como aquilo era possível para um aposentado com a idade t?o avan?ada?!

  Depois de bater com tudo em uma árvore e cuspir um pouco de sangue, eu percebia a impossibilidade de vencer aquele homem, eu n?o sabia socar, apenas me impulsionar para os lados, n?o treinei chutes ou coisas assim, também n?o tinha equilíbrio, ent?o logo eu cairia... Meu av? sabia disso.

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  De novo me questionei de como acertar o tal golpe nele, ao longe estava minha m?e, escondendo o rosto choroso no peito do meu pai, eu pude ouvir algo do tipo "era necessário" vindo deles. Percebi que precisava alcan?ar um novo patamar para sair dali inteiro, ou ao menos tentar...

  Enquanto me atacava, era silêncio absoluto, só ouvia sua espada cortando o vento enquanto me perseguia, eu precisava de uma luz naquele breu, mas de onde?

  Apareceu ele na minha frente com a arma levantada, levantei os bra?os para me defender, mas meus instintos gritaram para sair dali imediatamente, mas por que?

  Mexi meu corpo inconscientemente esquivando do golpe, logo o local que eu estava explodiu com o impacto, meu av? n?o exagerou naquele ataque, me assustei com sua for?a que ele iria usar em mim, se eu n?o tivesse saído.

  —Você parece procurar uma luz para se iluminar nesse breu, mas n?o existe nada nem ninguém para te ajudar. O que vai fazer?

  Disse-o seriamente, e pude entender que suas palavras eram certas, estava no escuro contra um homem mais forte que eu, quando corria acabei trope?ando em uma garrafa de vidro que estava ali, rapidamente veio ele, usei a garrafa para me defender, logo se partiu em milh?es de peda?os, o ch?o abaixo de mim também se foi em um golpe, subiu uma poeira alta e sai e me escondi em um arbusto do quintal.

  O que eu fa?o?

  —Parece que o clima fechou para você, garoto...

  Clima?

  Pensei no que eu acabei de ouvir, também pensava em tudo que eu aprendi até agora, me adaptei as minhas dificuldades, cai, levantei, aprendi, fui ensinado de várias formas, aquilo n?o era atoa, se meu av? me desafiou a acertar um golpe nele, é porque mesmo sem aprender a socar, eu era capaz!

  —Pensar em um combate é perigoso, meu neto!

  Surgiu ele, na minha frente. E com mais um chute forte, o arbusto foi ao ar e eu fui junto, jogado pra longe. Caindo de cara na areia próxima a varanda, meu av? se aproximou e levantou a espada, se preparando pro próximo...

  Eu sorri e me virei de barriga pra cima, eu tinha um caco de vidro da garrafa quebrada na manga, usei ela para refletir a luz da lua nos olhos dele.

  Eu n?o preciso achar uma luz, posso muito bem criar ela!

  Meu av?, agora cego por meio segundo, protegeu a face, já que ele conhecia meu único golpe que era a cabe?ada acompanhada de um impulso, já que se eu socar e chutar eu caio, mas eu já estava no ch?o, já estava caído!

  Logo tentei desferir um chute na canela do meu av?, mas antes que eu pudesse acertar, eu desmaiei...

  Olhou meu av? surpreso, e após isso veio minha m?e correndo, me pegou em seu colo e disse triste —Ah meu filho...— ela me confortou, e depois meu av? abaixou a arma, meu pai veio e disse:

  —Ele quase conseguiu, parece que o Akira n?o tem talento para a espada...

  Meu av? ficou em silêncio, e minha m?e o olhou com um olhar de advertência e pouca raiva, meu pai recoou.

  Um som de palmas foi ouvido por todos, e apareceu minha vó sorrindo e me olhando, ela deu um pux?o de orelha no meu pai e disse:

  —Como ousa dizer isso depois de tudo o que viu?!

  Respondeu meu pai, escapando do seu pux?o:

  —Mas é verdade, ele demorou muito tempo para aprender a andar, e nem pode levantar uma espada!

  Interveio ela.

  —Seu idiota, o poder do Akira n?o vem de talento ou dom, ele é se desenvolve conforme suas experiências, ele n?o pode acertar o chute que preparou pelo seu corpo n?o ser desenvolvido. Se tivesse uns sete ou oito anos a mais, poderia fazer isso facilmente. N?o porque é um prodígio, mas sim porque seu esfor?o é grande o suficiente pra compensar a falta de talento!

  Depois apontou para a garrafa quebrada, e continuou;

  —Onde que uma crian?a "fraca" poderia pensar nisso? Poder n?o é só for?a ou músculos, e ele nos mostrou isso agora... Mesmo com quem o Asashi(meu av?) só tenha usado apenas uns dez por cento da for?a, o que ele fez foi impressionante. Valorize seu filho!

  Depois ouve um silêncio de reflex?o, minha m?e me tirou dali e me levou para o quarto

  —O Akira venceu...

  Anunciou meu av?, depois de concordar com as palavras da minha avó, e depois foram todos dormir.

  Quando o sol nasceu, seus raios iluminaram meu quarto, logo despertei e senti algumas ataduras nas m?os e cabe?a, os golpes que levei anteriormente deixaram leves sequelas, ainda estava meio tonto de antes, eu quase consegui acertar ele, mas minha resistência acabou na hora que eu ia vencer, acho que a sorte n?o estava comigo dessa vez.

  Me levantei e observei o sol nascer lentamente, sua luz era quente e meio reconfortante, depois da minha falha da madrugada passada, por falar em luz, eu pude desenvolver a minha própria naquele breu, acho que meu treino irá se basear em combate real, já que é onde eu preciso realmente aprender de verdade.

  —Bom dia, posso entrar?

  Era minha vó, ela entrou com um sorriso radiante e veio até mim.

  —Parabéns por ontem, você fez algo inacreditável, t? muito orgulhosa de você!

  Depois sorriu, eu sei que fiz algo acima da média, mas n?o pude cumprir meu objetivo antes de chegar ao meu limite. Está frustado novamente...

  —Ei por que essa cara? Você n?o perdeu, esse é mais um passo que você precisa dar para a vitória, trabalhe sua resistência e teoria que ficará melhor

  N?o respondi e nem reagi, só fiquei olhando para o ch?o emburrado. Logo após ela me anunciou:

  —Está decidido, eu serei sua mestra agora!

  Levantei a cabe?a rapidamente e olhei para ela, confuso, mas seu sorriso brilhava mais que o sol. Acredito que aprenderei algo com minha nova mestra, e sorri, que eu possa sobreviver a o que irá me aguardar agora...

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