Capítulo 46 — O Grito da Organiza??o
A sala de comando da nave Alpha estava silenciosa, exceto pelo leve zumbido dos motores.
Lara estava ajoelhada no ch?o.
Suas m?os tremiam enquanto lágrimas escorriam livremente de seus olhos. Laura a abra?ou forte, sua própria compostura se desfazendo enquanto tentava confortar a filha. O comunicador holográfico ainda projetava a imagem de Vander à sua frente.
Sua express?o era rígida.
“Ninguém vai a Noa”, disse Vander com firmeza. “Aquela fortaleza é um cemitério. Quem tentar, estará por sua própria conta.”
Lara ergueu a cabe?a lentamente. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, mas sua voz saiu nítida.
“Ent?o que seja por nossa conta!” ela gritou. “N?o vou abandonar meu irm?o!”
O holograma desapareceu.
O silêncio tomou conta da sala.
Laura apertou ainda mais as m?os de Lara.
"Se Lee morrer..." ela sussurrou, com a voz trêmula, "eu n?o sobreviverei."
Um Encontro Secreto
Momentos depois, Lara caminhou rapidamente pelos corredores da nave.
Ela parou em uma pequena camara onde o Professor Liu, os antigos guerreiros da arena, Jun, e as mulheres da tribo Rock estavam esperando. Todos se voltaram para ela.
Ela respirou fundo.
“Lee… foi capturado”, disse ela.
Ninguém falou.
Um dos guerreiros da arena, marcados por cicatrizes, deu um passo à frente.
“Se n?o fosse por Lee”, disse ele em voz baixa, “eu ainda estaria acorrentado, lutando como um animal. Ele arriscou a vida para me dar a liberdade. N?o vou virar as costas para ele agora.”
Uma mulher da tribo Rock apertou a m?o de Jun. Jun olhou para Lara, com lágrimas nos olhos.
“Ele lutou contra um exército para salvar meu povo”, disse Jun. “Se estamos vivos… é porque ele acreditou em nós.”
Todos os olhares se voltaram para Liu.
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Ele permaneceu em silêncio por um longo momento, depois cruzou os bra?os.
“Ent?o é simples”, disse ele calmamente. “Se devemos nossas vidas a Lee, agora é a hora de pagar essa dívida.”
A decis?o
Os rostos se voltaram uns para os outros.
Os guerreiros da arena assentiram com a cabe?a.
As mulheres da tribo Rock assentiram com a cabe?a.
Até mesmo os soldados mais jovens endireitaram as costas.
"Se Lee cair", disse um guerreiro, erguendo o punho, "ele n?o cairá sozinho."
Jun sorriu em meio às lágrimas.
“Leon já está lá. N?o podemos deixá-lo carregar esse fardo sozinho.”
Lara cerrou os punhos.
Suas lágrimas n?o haviam parado, mas sua express?o havia mudado.
“Ent?o está decidido”, disse ela.
“Vamos para Noa.”
Aviso de Vharon
De repente, alarmes ecoaram por todo o navio.
Um holograma apareceu — Lorde Vharon.
Sua voz ecoou pela camara.
“Proíbo a todos vocês de deixarem este navio”, disse ele gravemente. “Vocês n?o têm ideia do que é Noa. Já vi exércitos inteiros desaparecerem lá.”
Ninguém se mexeu.
Liu deu um passo à frente e encarou a proje??o.
“Com todo o respeito, Lorde Vharon”, disse ele, “nós n?o somos um exército”.
Ele fez uma pausa.
“Somos irm?os. E um irm?o n?o abandona o outro.”
O holograma desapareceu.
Ao longe, Vharon observava em silêncio... e n?o fez nada.
Partida
O navio auxiliar ligou os motores.
Os motores rugiram.
Lara segurou as m?os de Laura uma última vez.
"Espere um pouco, Lee..." Laura sussurrou.
Jun colocou a m?o no ombro de Lara.
“Ele nos salvou sem hesitar”, disse ela. “Agora é a nossa vez.”
A nave se desprendeu do hangar e foi lan?ada ao espa?o.
Pela janela, cada guerreiro olhava fixamente para a frente, com express?es sérias.
Eles estavam com medo.
Mas eles iriam de qualquer maneira.
Final
Contra as ordens.
Contra o medo.
Contra o impossível.
Eles avan?aram.
Porque Lee já n?o era apenas um guerreiro.
Ele era a raz?o pela qual eles ainda acreditavam que havia algo pelo qual valia a pena lutar.

