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Capítulo 30: O Voo da Fénix Dourada

  O ar fresco e metálico do hangar de treino avan?ado cheirava a óleo estagnado e a sonhos abandonados. Diante deles, repousavam as naves destinadas às miss?es de campo, mas a realidade era profundamente desanimadora. N?o eram as máquinas elegantes que as suas imagina??es tinham pintado. Eram cascos gastos, cobertos por uma camada espessa de poeira cósmica, com painéis em falta e cabos expostos como tripas. Pareciam relíquias de uma era esquecida.

  "ótimo", disse Maria, com as m?os na anca, o seu tom a pingar sarcasmo. "Como é que vamos para o planeta do 'Magneto' nisto? Estas sucatas n?o parecem aguentar a própria dignidade, quanto mais levantar voo."

  Rick deu um murro leve num dos trens de aterragem, que respondeu com um gemido metálico e uma chuva de ferrugem. "Ela tem raz?o. Isto é um cemitério, n?o um hangar."

  Mas Moisés n?o partilhava do seu pessimismo. Ele caminhou lentamente entre as naves, os seus olhos a estudá-las n?o como estavam, mas como poderiam ser. Ele parou diante da maior delas, um cargueiro de aspeto robusto, mas claramente o mais danificado do lote.

  "Esta serve", disse ele, calmamente.

  Ele ergueu a m?o direita. Energia dourada come?ou a reunir-se na sua palma, crepitando silenciosamente como um sol em miniatura. Ignorando os olhares confusos dos seus amigos, ele aproximou a m?o do casco enferrujado e tocou-o.

  Uma onda de luz pura explodiu do ponto de contacto, espalhando-se pela superfície da nave como uma corrente viva. Viajou pelo metal, erradicando a ferrugem, selando as fissuras e alisando os painéis amolgados com uma facilidade impossível. O metal cinzento transformou-se, adquirindo um brilho dourado polido, como se tivesse acabado de sair da forja. As luzes da cabine, antes mortas, piscaram e ganharam vida com um zumbido saudável. Em menos de dez segundos, a sucata tinha renascido como uma fénix, uma nave magnífica e imaculada.

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  "Problema resolvido", disse Moisés, com um sorriso satisfeito.

  Maria e Rick olharam para a nave, depois para Moisés, e de volta para a nave, boquiabertos.

  "Tu... tens de me ensinar a fazer isso", gaguejou Maria, os seus olhos a brilhar de admira??o.

  "Insolente... até que tens os teus truques", admitiu Rick, com um raro aceno de aprova??o.

  Todos entraram. O interior, agora igualmente renovado, brilhava com uma luz dourada suave que emanava das próprias paredes. N?o havia controlos manuais, apenas três assentos e uma grande janela de visualiza??o panoramica.

  "A nave está ligada ao meu poder", explicou Moisés. "N?o precisa de piloto. Só precisa de uma ordem."

  Ele sentou-se no assento do comandante e fechou os olhos por um momento, sentindo a nave como uma extens?o do seu próprio corpo. Depois, com uma voz firme e clara, ordenou:

  "Levanta voo. Dire??o: espa?o profundo. Procura por um planeta metálico."

  Suavemente, sem um único solavanco, a nave dourada ergueu-se do ch?o do hangar, rasgando o céu de Zenthos e mergulhando na escurid?o estrelada do cosmos.

  Enquanto as estrelas se tornavam um borr?o lá fora, Moisés olhava para o vazio, a sua mente a juntar as pe?as do puzzle. "Estava a pensar... se Magneus foi expulso do Crisol, a sua motiva??o pode n?o ser apenas poder. Pode ser vingan?a."

  Rick, que observava um aglomerado de nebulosas púrpuras, estalou o pesco?o. "Faz sentido. Ele quer provar que os seus antigos mestres estavam errados. Que a sua 'filosofia sombria' era o caminho certo."

  "Exatamente", concordou Moisés. "E se ele tem o Martelo agora, tem a ferramenta perfeita para demonstrar o seu poder. Se a vingan?a é o seu objetivo, ele n?o se esconderia nos confins do universo. Manter-se-ia perto do seu alvo."

  "O que significa...", come?ou Maria, os seus olhos a arregalarem-se.

  "Que o planeta dele n?o deve estar muito longe", concluiu Moisés, o seu olhar a fixar-se na escurid?o à sua frente. "Ele quer que a sua antiga escola veja, em primeira m?o, o que ele se tornou."

  E a nossa equipa tem uma nova nave! Vamos chamar-lhe "A Fénix Dourada". Adorei escrever esta cena, mostrando um lado diferente dos poderes do Moisés - n?o apenas destrutivo, mas também criativo.

  A dedu??o deles sobre a localiza??o de Magneus parece fazer sentido, n?o acham? A vingan?a é um motivador poderoso. O que será que eles v?o encontrar em Mettalus?

  Obrigado a todos pelo apoio incrível que têm dado! Ver as visualiza??es e os novos leitores a chegar tem sido a maior motiva??o. Se tiverem um segundo, uma classifica??o (rating) ajuda a saga a alcan?ar ainda mais pessoas. Vemo-nos no próximo capítulo

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