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Capítulo 31: Aterrando em Mettalus

  Depois de horas a viajar pelo negrume aveludado do espa?o, a escurid?o come?ou a ser pontuada por reflexos metálicos que brilhavam à luz distante das estrelas.

  "Olhem", disse Moisés, apontando para a janela de visualiza??o. "Asteroides... mas s?o feitos de metal polido."

  Enxames de rochas metálicas, algumas do tamanho de carros, outras do tamanho de montanhas, flutuavam silenciosamente no vazio. Formavam um cintur?o defensivo disperso, mas claramente intencional, em torno de algo maior.

  "Devemos estar perto", resmungou Rick, os seus nós dos dedos a estalarem, um som seco na quietude da cabine, um sinal da sua antecipa??o pela batalha.

  "Acolá! Vejam!", exclamou Maria, o seu rosto colado ao vidro, os seus olhos arregalados de espanto.

  Diante deles, emergindo da escurid?o como uma criatura das profundezas, estava o seu destino. N?o era um planeta no sentido tradicional, com continentes e oceanos. Era uma esfera perfeita de metal cinzento-escuro, com quilómetros de diametro, a sua superfície coberta de estruturas geométricas, torres angulares que perfuravam o vácuo e rios de energia fundida que corriam em canais luminosos como artérias. Era uma obra de engenharia a uma escala impossível, uma lua artificial forjada pela vontade de um único ser.

  "O planeta de Magneus", sussurrou Moisés, uma mistura de admira??o e apreens?o na sua voz. "Mettalus."

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  "Aterra no planeta metálico", ordenou ele à nave.

  A Fénix Dourada manobrou com perícia sobrenatural através do campo de asteroides, a sua liga??o telepática com Moisés a permitir-lhe desviar-se dos detritos com uma precis?o que nenhum piloto humano poderia igualar. A nave desceu através da fina atmosfera artificial e pousou suavemente numa vasta planície de metal, com um som quase inaudível.

  A rampa desceu, revelando um mundo de a?o e silêncio. O trio saiu da nave, as suas botas a produzirem um eco metálico e solitário na superfície lisa. O ar era frio, estéril e cheirava a ozono. Acima das suas cabe?as, o "céu" era uma cúpula de metal distante, pontilhada por luzes que imitavam estrelas num padr?o desconhecido.

  E, à sua frente, a dominar a paisagem, erguia-se uma fortaleza colossal. Era uma estrutura monolítica, sem janelas, uma cidadela de metal negro que parecia absorver a luz artificial à sua volta. A sua escala era opressiva, desenhada para fazer qualquer visitante sentir-se pequeno e completamente à mercê do seu criador.

  "Magneus deve estar lá dentro", disse Moisés, os seus olhos fixos na fortaleza. "O Martelo também."

  Maria virou-se para ele, a sua voz baixa e focada, a sua excita??o anterior substituída por uma concentra??o profissional. "Qual é o plano, Moisés?"

  Ele n?o tirou os olhos do seu objetivo. A última vez, no Crisol, o seu plano dependera da surpresa, e essa surpresa falhara, quase lhes custando tudo. Desta vez, n?o haveria erros.

  "O plano é o mesmo, mas a execu??o será perfeita", respondeu ele, a sua voz dura e fria como o metal sob os seus pés. "Nós vamos apanhá-lo de surpresa. N?o há alarmes. N?o há confrontos diretos até ser absolutamente necessário. Nós vamos ser fantasmas."

  Com um aceno de cabe?a determinado, os três come?aram a sua caminhada silenciosa em dire??o à fortaleza, as suas pequenas sombras a esticarem-se na luz artificial do planeta de metal.

  E chegámos a Mettalus! Adorei descrever este planeta artificial, um mundo forjado pela pura ambi??o de um vil?o. A atmosfera opressiva e a fortaleza colossal s?o o palco perfeito para o que vem a seguir.

  Moisés parece determinado a n?o repetir os erros do passado. Será que o seu plano de "ser um fantasma" vai funcionar desta vez, ou será que Magneus tem surpresas à espera deles?

  Obrigado por continuarem a ler e pelo apoio incrível! Cada view e cada novo leitor é uma grande motiva??o. Vemo-nos no próximo capítulo

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