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Enquanto Samuel caminhava de volta, a cena daquele ca?ador o assombrava. "A maldade daquele homem era palpável. N?o me arrependo de tê-lo eliminado... Só queria ter feito isso antes." Seus pensamentos foram interrompidos por um grito distante, ecoando de uma montanha próxima. Ele parou, atento, e seu cora??o acelerou ao ouvir o chamado desesperado. Sem hesitar, ele correu em dire??o ao som.
Quando chegou, encontrou uma cena angustiante: uma mentora, desesperada, segurava dois filhotes enquanto um terceiro pendia perigosamente à beira do precipício. Samuel correu com toda a velocidade que podia, seu corpo impulsionado por uma lembran?a dolorosa que ele tentava ignorar. Em um movimento rápido, ele se jogou ao ch?o, segurando o filhote no ar antes que a queda fosse inevitável. Com cuidado, puxou o pequeno lobo de volta à seguran?a.
Olhou para o filhote, que tremia de medo, os olhos brilhando com uma mistura de susto e alívio. Samuel diz algo, tentando acalmá-lo.
— Está tudo bem agora. Você está seguro. Se machucou?
Antes que o filhote pudesse responder, a mentora falou, a voz embargada:
— Obrigada... muito obrigada! Achei que ele... que eu... — Ela parou, respirando fundo. — Posso saber o seu nome, humano?
— Samuel. N?o foi nada — respondeu ele, desviando o olhar do filhote apenas por um momento. O pequeno lobo ainda o encarava, intrigado.
— é um nome bonito. Eu sou Anne, e esse é Alex, mas ele ainda n?o fala muito bem — disse ela, com um olhar carinhoso para o filhote. — Obrigada, Samuel. Se n?o fosse por você...
Antes que pudessem conversar mais, um lobo grande apareceu, o olhar desconfiado e agressivo.
— Um humano? Está tudo bem, Anne? O que esse humano fez com vocês? — perguntou o lobo, os olhos brilhando com raiva.
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Anne tentou acalmá-lo, mas ele se aproximou rapidamente de Samuel, com uma pata apontada para ele.
— Tire as m?os dos filhotes. Você n?o tem o direito de tocá-los! — bradou o lobo, que Samuel logo identificou como Sam.
Samuel manteve a calma e respondeu:
— Se você tem um problema comigo, podemos resolver de outra forma. N?o fui convidado a mexer com ninguém, e n?o me deixo intimidar.
Sam, furioso, avan?ou, transformando-se em sua forma híbrida. Ele agarrou a camisa de Samuel e o lan?ou montanha abaixo. Samuel usou seus poderes para amortecer a queda e aterrissou em um campo florido, de onde já podia ver Sam descendo em sua dire??o.
— Sobreviveu? Que pena, mas vai durar pouco — zombou Sam, circulando Samuel com velocidade.
Quando Sam investiu, Samuel girou e ergueu as m?os, formando um bast?o etéreo, que desferiu contra a cabe?a de Sam. O lobo rolou pelo ch?o, desacordado por alguns segundos. Ao recobrar a consciência, Sam tocou a cabe?a ferida, os olhos arregalados.
— Isso n?o é possível... Humanos n?o têm habilidades assim.
Samuel permaneceu imóvel, observando-o. Porém, antes que qualquer rea??o pudesse acontecer, uma multid?o de lobos surgiu, acompanhada pelo Alfa, que se aproximou com autoridade.
— Que tipo de comportamento é esse? Somos uma família. N?o há lugar para brigas inúteis entre nós! — O Alfa olhou severamente para os dois. — Vou puni-los.
Anne deu um passo à frente, tentando interceder:
— Senhor, eles só brigaram porque... bem, foi um mal-entendido. Prometo que isso n?o se repetirá.
O Alfa a observou, refletindo por um momento, antes de assentir.
— Desta vez, deixarei passar. Mas n?o se esque?am: esta é a última chance de vocês.
Sam agradeceu, envergonhado, e voltou a se afastar. O Alfa olhou para Samuel, indicando para que o seguisse.
Antes de sair, Samuel se ajoelhou diante do pequeno Alex, que ainda observava tudo em silêncio. Ele pegou uma pequena flor que estava no ch?o e colocou-a atrás da orelha do filhote.
— Nos encontraremos de novo, Alex. Até logo.
Com uma última troca de olhares, Samuel seguiu o Alfa, pronto para enfrentar a próxima etapa de sua jornada.
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